Documentário – “História do Hip Hop” (Assista)

O ano era 2007. Eu acabara de entrar para a faculdade, acabara de deixar minhas Minas e me mudar para São Paulo. Ainda não conhecia ninguém, estava começando a descobrir o mundo novo da universidade, da comunicação, da TV, do rádio e do cinema. Enfim, estava completamente perdido!

Já no primeiro período do curso, o professor de Antropologia nos pediu um trabalho de pesquisa que teria por tema “A História do Hip Hop”. Um trabalho que poderia ser apresentado como quiséssemos, desde que atendesse aos pedidos feitos pelo professor. Todos os outros grupos (que tiveram por tema o break, o rap, a moda hip hop e a linguagem e suas gírias) aprensetaram de maneira tradicional, usando slides, discursos e levando convidados para debater o tema em sala de aula.

Meu grupo, no entanto, se amalucou e um colega disse: “se nosso curso é de rádio e TV, porque não fazer um vídeo então?” Pronto, estava feito o desafio. Mas como, se a faculdade não liberava equipamentos para alunos recém chegados? Como, se não tínhamos experiência alguma com vídeo, roteiro, câmeras e tudo o mais? E a resposta foi: “vamos fazendo. Se não der, passamos para o papel tudo o que conseguirmos e apresentamos da maneira tradicional.” Afinal já teríamos a pesquisa feita.

Pois bem, foi o que fizemos! Conseguimos uma câmera Hi8 emprestada com uma colega, um microfone bem tosquinho com outro colega e fomos à luta! Foi, portanto, a minha primeira produção audiovisual.

Ao fim pensamos que o resultado do vídeo era suficiente para ser apresentado, mesmo o áudio estando baixo e a imagem com uma baixissíma qualidade. Chegamos na sala com um DVD e colocamos para rodar, sem dizer mais nada, deixando que o vídeo falasse por si. Houve silêncio durante toda a apresentação e logo após, salvo as crítias têcnicas que já citei, recebemos o seguinte elogio do professor, o então Mestre Alfredo d’Almeida: “Há quatro anos ministrando esse mesmo trabalho, esse foi o melhor que já vi!”

Hoje eu assisto ao documentário e não acho nada de mais, e ainda encontro vários defeitos. Mesmo assim, é um doc do qual tenho orgulho em dizer que fiz. E agora, 4 anos depois de ser feito e apresentado, divulgo ele na internet, com exclusividade no Covil (e no meu canal do YouTube):

 

Como nos créditos têm apenas o nome dos integrantes do meu grupo, deixo abaixo algumas especificações sobre o o curta.

Produção:
LETÍCIA CAVALCANTE
J. V. V. B. MILITANI (Eu)
MARIANA VELOSO

Câmeras:
DANIEL ELEUTÉRIO
J. V. V. B. MILITANI (Eu)

Edição:
DANIEL ELEUTÉRIO

dentre outros…

Agradecimentos Especiais:
CASA DO HIP HOP DE DIADEMA
KING NINO BROWN
NELSON TRIUNFO
LEVI

Agradecimentos:
CASPER
MC VELOKO
E todo o pessoal da ZULU NATION e da CASA DO HIP HOP!

UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULO – 2007

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Pequeno Diário de Produção e Apresentação

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EliteSub

Equipe EliteSub

Eram 5 contos. Três crônicas do Veríssimo e dois contos de terror de Edgar Allan Poe. E desde que essa notícia foi dada em sala, passei a torcer por um dos contos de Poe. Não estava nem um pouco afim de fazer comédia, assim como o resto do pessoal do meu grupo, a EliteSub Produções. E pra nossa sorte, fomos agraciados no sorteio com “O Barril de Amontillado”, um dos mais famosos contos de Poe, situado na Itália, no período do carnaval.

Porém, juntamente com a vontade de fazer terror, veio a grande questão: adaptar a história para um período contemporâneo, ou mantê-la fiel à original, no século XIX e seguindo a temática do carnaval italiano? Fugir das dificuldades em produzir algo de época ou fugir da facilidade de fazer mesmice?

Não precisamos discutir muito. Se há uma qualidade na EliteSub, essa é gostar de desafios. Antes mesmo de começar a adaptar o roteiro, as meninas já haviam decidido que ele permaneceria na época original do conto. E daí pra frente seguiram-se as pesquisas e a fase de pré-produção.

Tendo em vista o roteiro em preparação, as pesquisas da catacumba adiantadas e alguns rascunhos já elaborados, fomos apresentar o projeto à disciplina de Direção de Arte. Para a nossa surpresa, fomos desacreditados e, praticamente, vetados, sob as palavras “estão no 5º semestre e já pensam que são profissionais. Jamais irão conseguir montar isso tudo” e daí mandados de volta para a disciplina de roteiro, para que readaptar a obra. Uma decepção e tanto.

Porém não queríamos fazer diferente. Queríamos a Itália! Queríamos uma catacumba! Queríamos 200 anos no passado!

Não desafiamos os professores abertamente. Continuamos nosso projeto às escondidas até onde deu. Fiz toda a Arte do filme sem auxílio ou orientação. E, quando fomos descobertos, o projeto já estava tão desenvolvido e tão bem feito que só restaram a eles admitir que conseguiríamos!

Com relação às outras disciplinas, conseguimos o apoio todas desde o início.

Houveram discussões internas também. Idéias discordantes, com relação aos atores e principalmente com os roteiros mal escritos… Muito bate-boca. Mas o projeto caminhava a passos largos.

Pelo menos chegamos com tudo pronto no dia das filmagens. Das 7h às 23h, com apenas uma hora de descanso durante todo o dia. Atrasos à parte, o filme foi feito! Cena por cena, tomada por tomada. Quando terminamos, a Universidade já estava fechada e éramos os únicos lá dentro.

Só que a noite não acabou aí. Tínhamos uma grua para devolver. Eu cheguei em casa cedo (moro do lado, oras), mas, bem longe dali, o Cristiano ainda bateu o carro.

Um dia de cão… e de muita diversão! Se existe um stress de vale a pena, é o de um ambiente de gravações. Pelo menos pra mim!

Depois disso foi edição, dublagem, sonorização… Mais duas semanas de trabalho corrido pra entregar tudo no prazo.

Se o roteiro já era ruim, os cortes para encaixá-lo nos 3 minutos exigidos o piorou ainda mais. Mas o trabalho foi finalizado e entregue. Agora restava apenas a ânsia em saber a opinião dos professores.

 

DIA DE APRESENTAÇÃO

 

OgAAAFL3SD6wugpoIX-GuNXOO87c7V2nzWJoSLrJ7oWsFPAK0NG6PkfV6KHcpBtQ_wKXYXVSVLaxTcOJXtCHhStH0oQAm1T1UGp9utLC8HUl6hujBWmSi7qVwnRZEu esperava o pior. Orgulhava-me do que havia feito, daquilo que aparecia na tela e do trabalho que todos tivemos. Mas ainda tinha medo, pois eu mesmo já criticava (e critico) o filme por demais. Quem diria os professores!

Para a grande surpresa, no dia da apresentação, recebemos o comentário em público de um dos professores: “é o melhor que vi até agora!”

O melhor… bom… quem sou eu para dizer? Mas o mais comentado foi!

O Andrews (diretor) apresentou o filme e logo em seguida seguiu-se as perguntas, os elogios, as dúvidas com relação à produção vindas de toda a platéia, alunos ou mestres.

Foi a minha vez de subir ao palco dar meu parecer. Falei por mim e pelo Will (Diretor de Fotografia) que não estava presente. Expliquei sobre suas inspirações buscadas na obra de Caravaggio e em filmes como Lavoura Arcaica. Falei das minhas pesquisas sobre as catacumbas e as inspirações que busquei no livro de Benjamin Scott.

Aplausos!!! Ah, aplausos!

Aliás, alguém chegou a ver alguma nota abaixo de 9? Na EliteSub eu acho que não!