Sobre Snaga

Nome: Snaga é mais que suficiente pra você Nasc.: 01-1986 Profis.: Comunicador Social Pronto, agora você já sabe demais.

A biografia idólatra de Silvio Santos

silvio-santosUma coluna social de quase 300 páginas. Assim pode ser definida a nova biografia de Silvio Santos, escrita pelas então estreantes Márcia Batista e Anna Andrade. Publicada em 2017 pela Universo dos Livros, a obra é um compilado de histórias rasas, escritas em um estilo amador e que não trazem nada de novo sobre a vida do comunicador – além de muito, mas muito puxassaquismo.

Ainda que Silvio e sua família tenham uma vida discreta fora dos palcos, o que se espera de uma biografia é que o texto traga informações íntimas, memórias do protagonista ou, no mínimo, uma cronologia detalhada dos fatos públicos, contextualizados de alguma maneira. A obra de Márcia e Anna, no entanto, passam longe desse formato e, do Silvio em si, traz muito pouco. O material é dedicado muito mais à história do SBT e do Grupo Silvio Santos que ao apresentador e sua personalidade.

O livro é iniciado com um fato marcante na vida do comunicador. Talvez com a intenção de prender a atenção do leitor logo no primeiro instante, as autoras dedicam o primeiro capítulo ao sequestro de uma das filhas de Silvio, Patrícia Abravanel, e o posterior cativeiro de toda a família, ocorrido 2001. O texto, no entanto, segue supérfluo, sem trazer nenhuma novidade sobre o fato, apenas o que já havia sido difundido em jornais da época. E o que era para ser uma abertura chamativa acaba por se tornar o prelúdio do que viria pela frente: um apanhado de informações rasas, comprimidas e abarrotadas de julgamentos pessoais (todos exageradamente positivos), elogios rasgados e idolatria à figura do empresário.

A partir daí, o texto salta no passado e tenta narrar de forma cronológica a história de Silvio. O período entre as décadas de 1930 e 1950 são os mais interessantes da obra, trazendo ao público um pouco da infância e da adolescência do então jovem Senor Abravanel, suas influências e seus primeiros passos no mundo dos negócios. Mas nada aprofundado e tudo muito pouco contextualizado.

A partir dos anos 1950, a vida pessoal é deixada de lado e o texto envereda pela carreira profissional e, posteriormente, a estruturação e história das emissoras de televisão. A superficialidade chega ao cúmulo de condensar temas importantíssimos da carreira do comunicador em apenas poucas páginas. Assuntos ocorridos entre 1960 e 1975, como a formação do Baú da Felicidade, o primeiro programa de TV de Silvio, a criação do Programa Silvio Santos, o lançamento do Festival da Casa Própria e a fundação das primeiras empresas do Grupo Silvio Santos são resumidos em apenas oito páginas. Frisando: 15 anos da vida do maior comunicador do país são resumidos em apenas quatro folhas.

Ainda mais superficial é o tratamento dado a um dos fatos mais importantes da vida de Silvio: a crise financeira do Banco Panamericano, que quase o levou a falência em 2009. Todo o processo é resumido no livro em apenas dois parágrafos!

As autoras parecem considerar os 90 anos de vida do biografado como uma sucessão de fatos desimportantes pois, não bastasse comprimi-los, ainda fogem totalmente do título do livro e dedicam um capítulo inteiro à vida da cantora e apresentadora Hebe Camargo.

A superficialidade é apenas um dos problemas do livro. Outra grave questão é a qualidade do texto, recheado de maneirismos de linguagem e muitos elogios ao “patrão”. A primeira questão se entende facilmente, afinal foi o primeiro livro das autoras. Uma delas, Márcia Batista, assumiu o fato diante do próprio Silvio, no palco de seu programa dominical. Já os julgamentos de valor são tantos que tiram totalmente o prazer da leitura. Chega-se um ponto em que o leitor começa a se indagar se o livro é mesmo independente ou foi publicado a pedido da assessoria de comunicação do próprio Silvio Santos.

Ao narrar (em dois parágrafos) o processo de venda do Banco Panamericano, explicam que o Fundo Garantidor de Crédito assumiu a maior parte da dívida, por considerar que a recuperação da instituição seria um bem para o sistema financeiro nacional. Sem titubear, as autoras concluem dizendo: “afinal, para além de um banco importante para o Brasil, era o banco do Silvio Santos.”

Os elogios são tão constantes e descarados, que o próprio apresentador desdenha do conteúdo do livro em seu programa, agindo de forma abertamente cínica diante de uma das autoras: “Como você conseguiu tantas informações se você não falou nenhuma vez comigo? É bom o livro, mas só tem elogios.” E pra desespero da autora, fazendo referência a outra biografia, Silvio sentencia: “Esse aqui foi copiado do Arlindo Silva.”

Aos 90 anos de idade, o maior comunicador da história do Brasil merece mais que simples colunismo social.

Ficha técnica:

Título: Silvio Santos – A Biografia
Autores: Marcia Batista e Anna Medeiros
País: Brasil
Ano: 2017

Deixa o Sabino Falar!

A rotina de cada pessoa nunca é de fato rotineira. Em meio às situações repetitivas do dia-a-dia há sempre algo inédito, fatos diferentes que fogem do feijão-com-arroz. Seja algo simples, como ouvir a conversa de dois sujeitos à porta do restaurante ou no ônibus, a caminho do trabalho; ou na situação inusitada de uma mulher presa na sala de ginástica de um centro comercial onde você passou por acaso; ou ainda a quebra total da tranquilidade usual por um assaltante que leva seu carro – ainda que prometa devolvê-lo em breve.

Por mais que possam parecer inusitados e estranhos, momentos como esses podem acontecer – e realmente acontecem – com qualquer pessoa. A maioria, no entanto, os deixa passar sem nem sequer percebê-los ou registrá-los, sem nada deles aproveitar, nem que seja um risinho sarcástico ou uma lição de moral debochada.

Nosso próprio cotidiano pode nos ser descartável, mas olhar a rotina do mundo pelos olhos – ou melhor, pelas palavras – de Fernando Sabino é uma viagem inusitada pela mais descontraída das histórias: a vida!

Em Deixa do Alfredo Falar (1976), Sabino reúne algumas de suas crônicas publicadas em jornais e revistas ao longo das décadas de 1960 e 70. Ao todo, são 41 textos – curtos em sua maioria – que o próprio autor chama de “flagrantes do cotidiano”, despretensiosos e com tom anedótico.

Não dá pra saber ao certo se Sabino vivenciou ou ouviu falar sobre cada uma daquelas pequenas histórias – e nem é necessário. O importante é sua visão sobre elementos comuns da vida e sua crítica sutil a alguns deles. Assim, o autor mineiro consegue fazer graça com seus próprios vícios (com cigarro e uísque), sua estadia em um casarão mal assombrado durante o carnaval de Ouro Preto, suas experiências em Londres, ou mesmo seu dom para inventar coisas que já existem – ou que não têm nenhuma serventia.

Sua experiência com a arte do cinema é uma das melhores partes. Sem nenhuma intenção de ser cineasta, tornou-se roteirista, ganhou patrocínio e fez uma série de documentários. Entusiasmado com o mundo cinematográfico, escreveu uma comédia de ficção, entrou de cabeça nas discussões da produção e meses depois teve a surpresa de ver seu filme ser produzido sem ele ao menos ficar sabendo – o que o fez desistir da carreira.

As crônica selecionadas possuem um fino humor, muitas vezes tão sutil quanto a visão do autor em encontrar assuntos para escrever. O leitor não vai dar gargalhadas – não se engane com isso – mas se olhar com cuidado, vai ver ali uma lição de vida que poderia fazer parte da sua própria, ainda que pitoresca. Mas esse texto nem precisa se estender por mais linhas, afinal como diz o mineiro (e a capa do livro): “conversa de mais de dois é comício”, então deixa o Sabino falar!

O caótico Morcegos Negros

Que a História política do Brasil é mais complexa que os mais complicados roteiros da ficção, isso não é novidade para ninguém. Desembaraçar os fios das tramas governamentais é um trabalho ardoroso tanto para historiadores quanto para jornalistas e investigadores criminais, mas isso não quer dizer que seja impossível e nem mesmo que a linha narrativa tenha de ser desdenhada. E em Morcegos Negros – escrito pelo jornalista Lucas Figueiredo e publicado em 2000 – a complexidade da trama do Esquema PC fica clara ainda nas primeiras páginas, mas as escolhas narrativas do autor não conseguem decodifica-las.

O livro, publicado pouco depois do auge dos escândalos, narra as artimanhas implantadas ao longo do Governo Collor, desde a candidatura até o processo de impeachment do presidente – entre 1989 e 92 – e segue pelo desfecho do esquema armado pelo empresário Paulo Cesar Farias, passando por sua morte e a posterior investigação de suas ligações com a Máfia Italiana e o tráfico de cocaína – descobertos ao final da década de 1990.

Tesoureiro da campanha eleitoral de Fernando Collor e homem de confiança do presidente durante os anos de governo, Farias montou um grande esquema de desvio de dinheiro. Segundo o livro, o esquema liderado por Paulo Cesar teria desviado, no mínimo, 400 milhões de dólares. Entretanto, alguns especialistas menos conservadores sugerem que o valor tenha chegado à casa de um bilhão – lembrando que esses são valores de 20 anos no passado que, se corrigidos, hoje seriam bem maiores.

O processo de impeachment do presidente Collor acontece em dezembro de 1992 e, poucos meses depois, a Polícia Federal descobre parte dos desvios de PC, que tem sua prisão decretada em junho de 1993 – mas consegue fugir para o exterior. A caçada ao empresário mobiliza a Interpol e ele acaba sendo preso na Tailândia.

O Presidente Collor ao lado de PC Farias e da Ministra da Economia Zélia Cardoso de Mello

O auge da trama acontece em 1996, quando Farias é assassinado em circunstâncias misteriosas. A investigação envolve especialistas forenses de diversas universidades e instituições do país, mas o caso nunca foi resolvido e o mistério sobre a morte de Paulo César Farias é ainda um dos maiores fantasmas da História recente do Brasil. As centenas de milhões desviados dos cofres públicos e das doações nunca foram encontradas. Os montantes saltavam de conta em conta, por diversos bancos no exterior, mas o caminho e o destino final dos valores nunca foram esclarecidos.

A surpresa maior aconteceu ainda no final daquele ano, quando procuradores da Itália descobriam uma ligação de Farias com a Máfia Italiana e o tráfico internacional de cocaína. Mas essa é apenas outra parte da história que ainda hoje também não tem solução.

 Apesar do subtítulo do livro, que diz ser esta “a história que o Brasil não conheceu”, a maior parte do texto trazia fatos já conhecidos pela imprensa da década de 1990. Mas a obra conta ainda com uma vasta pesquisa do autor e fatos inéditos relacionados à apuração do caso. O livro chamou a atenção na época do lançamento, figurando nas listas de mais vendidos. Em 2013, a Editora Record relançou o volume com um posfácio e novas informações sobre o caso. Ainda assim, o texto original continua caótico – talvez reflexo dos fatos.

Ao autor, caberia apenas a função de unir todo o material e apresenta-lo de uma forma atrativa e compreensiva ao leitor. Entretanto o que foi feito por Lucas Figueiredo é uma confusão de datas montadas da forma mais aleatória possível.

É claro que uma história não precisa ser contada linearmente. Pelo contrário, alguns dos melhores romances possuem linhas narrativas quebradas e reorganizadas, partindo do final para voltar ao início ou destacando fatos importantes nos primeiros capítulos para contextualizá-los posteriormente. Mas Figueiredo, após compilar e escrever todo o seu material, parece ter embaralhado os capítulos sem nenhuma lógica. O livro é uma sucessão de idas e vindas no tempo, começando em 1994, saltando para 97, retornando a 95 e então de volta a 93, para depois saltar para 97 novamente e assim por diante: uma narrativa confusa e sem motivos para ser desta forma.

O autor, Lucas Figueiredo

Hoje, já na casa dos 50 anos, Figueiredo é um dos mais renomados e respeitados jornalistas do país, colecionador de prêmios literários (Esso, Vladmir Herzog, Embratel entre outros) e especialista na cobertura política. Mas ao final dos anos 1990, sua literatura parecia ainda estar engatinhando e as escolhas narrativas de Morcegos Negros acabam por confundir ainda mais um caso que por si só já é confuso.

Ao leitor, fica a vontade rasgar a encadernação do livro e remonta-lo em ordem temporal, para ver se se consegue um pouco mais de compreensão.

Se a intenção era, ainda que minimamente, desmistificar parte do Esquema PC, o resultado é o contrário: o Morcegos Negros parece corroborar para que ninguém jamais entenda o que realmente aconteceu ao longo do conturbado Governo Collor. Mas essas confusões são uma história que o Brasil conhece muito bem.

Ficha Técnica:

Título: Morcegos Negros – PC Farias, Collor, Máfias e a História que o Brasil não conheceu
Autor: Lucas Figueiredo
País: Brasil
Ano de Publicação: 2000

E nós, Quino? Quem somos nós?

Diariamente, aquele jovem garoto aproveitava o horário do recreio para visitar a biblioteca. Por mais que tivesse amigos dos mais variados e se desse bem com os colegas, gostava de passar o intervalo das aulas junto aos livros. Ele não tinha mais que 15 anos de idade e gastava aqueles 15 minutos livres para conhecer mundos completamente diferentes do seu.

Entre aventuras da Série Vaga-lume e mistérios de Agatha Christie, aquele jovem encontrou um volume de quadrinhos, encadernado com capa colorida. Ainda que pouco conhecesse sobre a vida, compreendeu com facilidade o humor crítico daquelas tirinhas e se fascinou com aquela protagonista tão jovem e que era simultaneamente impetuosa e reflexiva.

O garoto percebeu que havia um número em destaque na capa do livro e deduziu ser aquele apenas um único volume de uma vasta coleção. Em meio à desorganização da biblioteca, seus horários do recreio se tornaram uma caça ao tesouro: todos os dias ele vasculhava as prateleiras em busca de uma edição dos quadrinhos e, ao encontrar, se deliciava com as histórias da menininha questionadora.

O adolescente era este mesmo que agora vos escreve e a menina dos quadrinhos se chama Mafalda – a obra máxima do cartunista Joaquim Salvador Lavado Tejón, o Quino!

Mafalda traduzia em palavras muito daquilo que eu mesmo pensava, questionava e acreditava, sem nem sequer perceber que o fazia. Aquela garotinha de 8 anos era um pouco de mim e traduzia de forma simples muito do mundo ao meu redor. Uma brasileira como todos nós, com toda a certeza!

Qual não foi minha surpresa ao descobrir, algum tempo depois, que Mafalda não era daqui. Era argentina de nascimento e criação! E nem sequer era atual, havia sido publicada décadas atrás (entre 1964 e 1973). Ainda na adolescência, essas duas descobertas me fizeram abrir os olhos para fatores que mudariam para sempre meu modo de ver o mundo. Como dizia Mafalda, refletindo meus próprios pensamentos, para mim “o mundo era um lugar bem longe daqui”.

Quino ao lado da estátua de Mafalda.

Com ela, enfim, percebi que os costumes, idiomas e culturas podem variar, mas as necessidades humanas, as questões sociais, as incertezas e as filosofias são universais. Como dizia aquele quadro de humor da TV: “Já vi que lá é como cá” e a partir daí passei a ver o mundo todo de outra forma. Talvez tenha sido o início da queda de alguns dos meus muitos preconceitos.

No período em que aqui se vivia sob a dura censura do governo, na Argentina Mafalda abordava temas ainda atuais, levantando questões feministas, raciais, culturais e políticas, de forma tão singela que somente uma criança poderia fazer.

Anos mais tarde, Quino ainda me fez ver além, dessa vez não com suas personagens, mas com sua própria vida. Depois de ficar órfão aos 16 anos, abandonou o pouco que tinha para correr atrás do sonho de se tornar quadrinista. Saiu da província e foi viver de forma precária na capital do país, em busca de uma oportunidade. Não tardou a conseguir publicar suas primeiras histórias e em pouco tempo fez fama nas páginas dos jornais de Buenos Aires.

Do Rio da Prata para o mundo, Quino foi tão universal que invadiu a Europa e alcançou diversos países do globo. Foi traduzido até para diferentes vertentes do mandarim chinês. Como não se instigar com um vizinho que partiu da periferia do mundo e alcançou tanta influência? Como não se questionar sobre nós mesmos ou não valorizar nosso lugar no mundo diante das reflexões de sua obra? Mais uma vez nas palavras de Malfada: “Alguma coisa está errada, se nós sofremos juntos, porque não lutamos juntos?”

Por fim, uma das tirinhas de Quino, que li há mais de 10 anos, marcou para sempre minha vida. Nela, um velhinho conversa com sua neta em meio às estantes de sua biblioteca. Ele conta para a menina que passou a vida estudando a cultura e a história dos diversos povos do mundo e aponta para os livros nas prateleiras: gregos, persas, astecas, maias, indianos e tantos outros. Empolgada com a fala do avô, a garotinha pergunta entusiasmada: “E nós, vovô? Quem somos nós?”

No quadrinho seguinte, a garota está na sala, conversando com a mãe. A mulher pergunta sobre o avô, e a menina responde: “está chorando na biblioteca”.

O velho dedicou a vida a conhecer o mundo… mas não conhecia a si próprio, sua família ou suas origens.

Quino partiu na manhã de ontem, 30 de setembro de 2020. Ao mundo ele deixou a inocência questionadora de Mafalda. Para aquele adolescente de 15 anos, ele deixou lições que nunca serão esquecidas.

70 Anos da TV Brasileira!

Valei-me, Santa Clara, que hoje sua afilhada brasileira completa 70 anos.

Desde 18 de setembro de 1950, apesar da idade avançada, a rainha das múltiplas faces mantém-se jovem em solo nacional. Referência mundial em teledramaturgia e vídeo-publicidade, sempre nas mãos dos magnatas, servindo aos poderosos, mostrando o que lhe convém e, vez por outra, alguma verdade.

Nasceu com nome de etnia indígena, mas suas raízes sempre foram americanas e europeias. Cresceu em glamour diante das telas brilhantes dos espectadores, mas precária e amadorísticas nos bastidores dos estúdios. Evoluiu darwinisticamente sob a bênção dos generais – aqueles mesmos que ela própria viria a ajudar na derrubada 20 anos depois. Saiu das torres para os cabos e dos cabos para o espaço. Foi tomada pelas crenças divinas de sacerdotes da riqueza mundana e do poder terreno. Chegou às mais distantes e recônditas florestas, onde casinhas isoladas passaram a prezar mais pela espinha de peixe do teto, do que o espinho do peixe no prato. Tornou-se digital, adaptou-se à internet e, apesar da grade ainda rígida, aprendeu a ser sob demanda, com seus programas disponíveis a qualquer hora e qualquer lugar. E ainda caminha por aí, poderosa entre poderosos (mais poderosa ainda entre os não poderosos).

Portanto Viva a Televisão Brasileira, dos Chateaubriand, dos Marinho e dos Abravanel, dos Saad, dos Bloch e do Reino de Deus!

(E eu completo 14 anos estudando essa maravilha que, apesar de ter sido criada lá fora, se tornou a mais brasileira das invenções – tirando futebol, claro).