Jornalismo Cirúrgico, Medicina de Reportagem

Texto escrito por Lucas Magalhães durante um devaneio,
após uma longa noite de bebedeira!

Claro que isso não é verdade, mas parece.
O legal é que os argumentos dele convencem.

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Embora existam diferenças óbvias, andei pensando como o jornalismo conserva pontos comuns com a medicina. Bem, então muitos paralelos começaram a surgir, como por exemplo: médicos e jornalistas vivem uma realidade que, muitas vezes, lhes cortam da vida pessoal, ou seja, os plantões das redações e dos hospitais. A partir disso, tanto profissionais de uma área ou de outra, que realmente gostam do que fazem, encaram suas profissões como um sacerdócio, uma questão de honra e amor.

Erros. Esses abriram minha reflexão sobre o tema. Bem, erros médicos com certeza são catastróficos, e em muitos casos, imperdoáveis. Já na comunicação, é como dizia um velho ditado, entre as três coisas que não voltam, entre elas está a palavra mal proferida que também causa um rastro de estragos. Equívocos tanto na medicina quanto no jornalismo costumam ter uma repercussão muito intensa junto à opinião pública. Exemplo? Caso Paula na Suíça para o jornalismo, caso da mulher de 31 anos que teve o lado errado do cérebro operado e acabou falecendo, para medicina.

Já que estou falando de erros, vamos além. O médico diagnostica o paciente, enquanto o bom jornalista analisa as doenças sociais e delas levanta pautas. O médico opera o paciente, enquanto o bom jornalismo tem a ambição de operar na sociedade mudanças positivas. Quer ver mais uma? Caligrafia. Médicos e jornalistas se tornaram especialistas em decifrar o que eles mesmos escreveram. Notícia. O médico é portador, não poucas vezes, de más notícias. Nós jornalistas, nem preciso dizer que somos especialistas nelas.

Mortes, nascimentos, batidas de automóveis, jogo de finais de campeonato, passeatas sob sol ou chuva forte, enfim, tudo que, de relevante, acontece na sociedade, de uma certa forma, acaba repercutindo nas redações e nos hospitais. Imaginem, quem mais que jornalistas e médicos trabalhou, quando o avião da TAM saiu da pista de pouso e atingiu um prédio em São Paulo em 2007. Quem mais que jornalistas, médicos, bombeiros, que de uma forma são noticiadores e socorristas, trabalhou, no incidente do Word Trade Center em 2001.

Enfim, em ambas as profissões, detalhes não só podem, como fazem toda a diferença.

Agora, cada um, também, aprende com a profissão do outro. Por exemplo, jornalistas atentos aprendem o rigor cirúrgico dos médicos para elaborar suas pautas. Enquanto médicos assimilam a capacidade crítica dos bons jornalistas para entender melhor seus pacientes em seu contexto social.

Profissões ímpares no manejo da vida. Profissões que requerem a prerrogativa de que seus nobres cavaleiros tenham no sangue a vocação às questões sociais. Claro que muitos se desvirtuam dos ideais jurado no dia da formatura, mas isso é com cada um. Carreiras que podem dar ou não muito dinheiro e poder, mas que não podem ser feitas sem idealismo.

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2 respostas em “Jornalismo Cirúrgico, Medicina de Reportagem

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