Tolkien, Eternamente!

Tanto o título quanto o visual do blog têm temática Tolkieniana e o primeiro post não poderia ser diferente. Conhecendo-me ou não, só de olhar o blog já dá pra saber  o quanto sou fã(nático) da obra de Tolkien e falar sobre ele é sempre um prazer para mim! Sem contar que dia 3 de janeiro foi seu aniversário, quando ele completaria 105 anos de idade.

Para quem não o conhece, John Ronald Reuel Tolkien foi soldado na Primeira Grande Guerra, filólogo e professor de Inglês, Anglo-Saxão e Literatura Inglesa na Universidade de Oxford, Inglaterra. Mas o que lhe traria reconhecimento mundial seriam mesmo seus livros, cheios de mitos fantásticos passados em uma terra ficcional, com raças e idiomas próprios, um mundo tão completo e complexo quanto o nosso próprio; lendas escritas no decorrer de toda uma vida: tanto, mas tanto material que, mesmo 35 anos após sua morte, em 1973, muito do que ele escreveu ainda é inédito e aos poucos está sendo publicado por seu filho, Christopher Tolkien.

Eu ouvi falar em Tolkien pela primeira vez em meados de 2001 (atrasado, eu sei, afinal seu primeiro livro, O Hobbit, foi publicado em 1939), quando um diretor de cinema meio maluco (hoje o respeitável senhor Peter Jackson) resolveu produzir, de uma só vez, 3 grandes filmes épicos de proporções cinematrográficas jamais vistas na História! Foi então que me interessei pelo tema e li O Senhor dos Anéis pela primeira vez, poucos meses antes de assistir ao primeiro filme da Trilogia (que só fui ver bem depois do lançamento e em VHS). Foi amor à primeira vista, com toda a certeza! Daquele ano em diante, comprei, li e continuo sempre relendo todos os livros de Tolkien publicados no Brasil: O Silmarillion (que já li duas vezes), Contos Inacabados (apenas uma até agora), O Hobbit (duas também), O Senhor dos Anéis (três vezes) e as Cartas de J. R. R. Tolkien (lidas no início de 2008), além de tudo o mais que é publicado sobre o tema em jornais, revistas e internet.

Na obra como um todo, o que mais me chama a atenção é a criatividade do autor e a organização e compatibilidade entre um conto e outro. Isso é o principal. Em segundo, o dom que Tolkien tinha para descrever lugares e objetos, pessoas e vestes, paisagens e fatos: eu realmente consigo ver as cenas e as paisagens que ali aparecem! Em terceiro, porém não menos importante ( muitos colocariam em primeiro), o modo como Tolkien colocou os defeitos e as qualidades humanas, comparando-as com uma raça de certa forma perfeita (a dos elfos). Todas as capacidades, desejos e mazelas da humanidade presentes em cada personagem, cada qual de uma maneira diferente, como a história de sucessivas superações de Túrin e sua exaustão final. E, finalmente, como a morte é tratada: a Morte, que sempre foi o maior medo da humanidade, na obra é tratada como uma dádiva divina!

Os personagens ali apresentados têm personalidades riquíssimas e transmitem ao leitor lições excenciais para a vida: Frodo e Sam tinham todos os motivos para desistirem – exaustão, fome, sede, grandes perigos pela frente, um caminho que nem eles próprios conheciam, frio e a certeza de que morreriam, cumprindo ou não a missão. Mas tinham dois únicos motivos para continuarem – a amizade entre eles e o amor pela terra-natal e aqueles que ali viviam: eles sabiam que, apesar do inferno onde estavam, em algum lugar existia uma terra de paz e tranquilidade onde as pessoas ainda poderiam ser felizes. O sentimento de amizade aí presente é só um exemplo. Ainda existem na obra o amor proibido de Beren e Lúthien que, de tão grande, mudou literalmente a História do mundo, enfrentando a vontade de Deus e do Demônio; as desgraças na vida de Turín Turamba, o Senhor do Destino, que enfrentou e resistiu às maldições do próprio Demônio; as ambições de Fëanor que levaram à sua morte e ao exílio de todo o seu povo; a lealdade entre os reinos de Rohan e Gondor e inúmeros outros exemplos, afinal são mais de 20 livros que contam mais de 30 mil anos de História.

Pois é, há sete anos o legado de Tolkien mudou minha vida e meu modo de ver o mundo. Me fez conhecer pessoas do país inteiro e de outros lugares do mundo que dividem comigo o mesmo interesse, carinho e entusiasmo com as obras do Professor. Me fez viajar por um mundo completamente novo, cheio de aventuras, perigos e sacrifícios, histórias que nem sempre tinham finais felizes. Detalhes e pequenas coisas passaram a ter mais valor, o sentimento de amizade recebeu mais atenção, a força para acreditar em mim mesmo cresceu a cada provação passada pelos personagens…

Se hoje pudesse dizer algo ao Professor, seria apenas “muito obrigado!”. É o mínimo que posso dizer para alguém que afirmou sobre sua principal obra: “Está escrito com o sangue da minha vida, espesso ou ralo, e não posso fazer diferente.”

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10 respostas em “Tolkien, Eternamente!

  1. Alô! Que feliz, mais um amigo começando blog novo no wordpress! Muito sucesso com o blog pra você, Snaga!

    Então, eu realmente amo muito Tolkien. Também mudou minha vida, me fez conhecer pessoas e eu também adoraria a oportunidade de agradecê-lo por isso.

    Aquele abraço!

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  2. Tá, agora eu quero minha parte em dinheiro ou cerveja alemã pela revisão do texto. E isso pq só fiz as correções basiquinhas, né, huahuahua.

    O que dizer? É Tolkien, eu só te conheço graças a ele…e sinta-se honrado pela minha amizade, huahua, pq eu sou pouco orgulhosa, tá.

    Bjs moço

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  3. Cheguei aqui pesquisando, por incrível que pareça, imagens dos livros de Dan Brown, qndo vi o nome do blog de cara sabia que tinha algo com Tolkien…
    Eu ia fazer uma crítica ao Dan no meu blog, e acho que ia ficar muito semelhante a sua…
    Mas eu queria falar mesmo é do Tolkien, ainda me falta O Hobbit… Pode-se dizer que sou fã, muito fã do Mestre Tolkien, dediquei um post ao Túrin…
    Ele sem dúvida mudou mta coisa na minha vida também. principalmente meu modo de ver o mundo. Mas por ser ele cristão, e eu também, acho que ele consegue retratar muito bem em suas obras, a humanidade decída após o pecado.
    vou acabar fazendo propaganda do teu blog em vez de colocar a minha crítica hehehee

    uma pena que a maioria das pessoas nao aprecia a literatura, não sabem o quanto estão perdendo.

    Abraço

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  4. Pingback: Sobre o Covil do Orc « Covil do Orc

  5. Fuçando e comentando… mas não se acostume….
    Obviamente o primeiro “lugar que frequentei” aqui foi esse texto. Muito bem escrito, ótimo jeito de atrair leitores e excelente meio de cativar os fãs de Tolkien.
    Parabéns guri… agora vi pq deu certo… começou com o pé direito!

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