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Por 8 votos a 1, o STF decidiu que agora
não é mais necessário ter diploma de jornalista
para exercer a profissão.
E a polêmica tomou conta do país!
E o Magá, como estudante de jornalismo,
não poderia deixar de dar sua opinião, expressa abaixo:

Jornalismo

Por Lucas Magalhães

JornalismolateralA noite da última quarta-feira, 17 de junho parecia terminar como muitas outras, jogo de futebol, jornal, sono. Mas, como eu, muitos estudantes de jornalismo, por pouco não perderam o prazer do descanso, quando o noticiário deu a nota que abria aquela edição, “STF derruba a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista”.
A frase caiu como um punhal. Frustração. Medo. Revolta e indignação não faltaram naquele momento.

Por 8 votos a 1, o Supremo Tribunal Federal derruba uma lei que vigorou quarenta anos no país. Foi um ato legal, mas insano. Talvez comparado à muitas insanidades legitimadas pelo direito brasileiro.

Uma decisão do judiciário que coaduna com o senado proporcionalmente mais oneroso do que o de países maiores e mais desenvolvidos, como os EUA. Com um legislativo que usa o dinheiro público para viagens particulares de amigos, esposas e namoradas. Enfim, uma última revolta sobre esse prisma, cabe dizer aqui, que foi uma decisão própria para um Supremo Tribunal Federal em que seus participantes trocam ofensas do tipo, “Vá às ruas, Ministro Gilmar Mendes” já dizia a voz do Ministro Joaquim Barbosa. “Vá às ruas…” Lembro ainda, na voz do mesmo Barbosa, “vossa excelência está desmolarizando a justiça neste país”, bradava o magistrado. Acusações ocas? Sem frutos? Mas que neste momento comprovam sua fundamentação. Vá pra rua Ministro Gilmar! Vá pra rua! Assim pudéssemos parafrasear, todos nós, estudantes de jornalismo do país.

Bem, foi um golpe duro e injusto. Uma das teorias estudas no curso de jornalismo nos ajuda a analisar um dos principais argumentos para derrubada da obrigatoriedade do diploma. Facilitando o entendimento, segue, segundo a Análise do Discurso, existe um dizer implícito nos atos e falas de quem enuncia. Exemplificando, ao vetar a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo esse atual STF está mostrando ao que se convencionou chamar de “quarto poder” quem realmente manda neste país.

O ministro Gilmar foi acusado, por seu colega Barbosa de não estar nas ruas, ou seja, perto da realidade do povo, sentindo os desejos e necessidades daqueles para quais as leis são feitas. Barbosa disparou na ocasião, “vossa excelência está na mídia!”. Como excelentíssimo está na mídia, para que ter jornalistas com formação histórica, crítica, política, comunicativa e filosófica na cobertura de seu exercício?
Segundo Nilson Lage (1999), informação é utilidade pública, nada melhor para a formação crítica da sociedade do que jornalistas, portanto operários da informação, com senso e formação específica, mas parece que o primeiro poder teme tais profissionais.

Segundo o STF, “a obrigatoriedade do diploma cerceia a liberdade de expressão”. Além de insignificante dizer isso, em uma época de abundantes formas de expressão, a frase que serviu de principal argumento sobre a votação do diploma para o Supremo Tribunal, tem muito a dizer e está sufocada de vozes enrustidas. Em outras palavras o discurso permite interpretar que o Judiciário Brasileiro está bradando: não estudem comunicação, não vale a pena. Claro que não disseram isso explicitamente, o que seria um erro, mas com uma sutileza apenas perceptível a quem está acostumado a analisar certos discursos, percebemos que o veneno foi lançado. Não, não aboliram o curso de jornalismo, fizeram pior, desestimularam a pesquisa e busca pela formação. Deram um golpe também na educação do país.

Bem, tempestade a parte, existem coisas a serem analisadas aqui. Para quem esperava que um papel nos desse a alcunha de jornalista o golpe foi ainda mais mortífero. A escolha pela profissão agora passa a ser uma decisão de foro íntimo e intransferível. O STF fez um favor, tirou a máscara que encobria a profissão de um status ilusório, de um estrelismo ufanista não condizente com a realidade da profissão no Brasil. Não, não temos que pedir bênção ao STF, Congresso e Câmara dos Deputados para nos sentirmos e considerarmos jornalistas, o somos por escolha e esta escolha envolve formação acadêmica e compromisso com a democracia.
Agora, mais do que nunca, os jornalistas com formação acadêmica estão diante do desafio de comprovar por que escolheram estudar esta disciplina, qual é de fato nosso diferencial.
O tempo e outras variáveis vão trazer ainda, muitas respostas, ou contradizer as presentes.

Texto escrito por Lucas Magalhães durante um devaneio,
após uma longa noite de bebedeira!

Claro que isso não é verdade, mas parece.
O legal é que os argumentos dele convencem.

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Embora existam diferenças óbvias, andei pensando como o jornalismo conserva pontos comuns com a medicina. Bem, então muitos paralelos começaram a surgir, como por exemplo: médicos e jornalistas vivem uma realidade que, muitas vezes, lhes cortam da vida pessoal, ou seja, os plantões das redações e dos hospitais. A partir disso, tanto profissionais de uma área ou de outra, que realmente gostam do que fazem, encaram suas profissões como um sacerdócio, uma questão de honra e amor.

Erros. Esses abriram minha reflexão sobre o tema. Bem, erros médicos com certeza são catastróficos, e em muitos casos, imperdoáveis. Já na comunicação, é como dizia um velho ditado, entre as três coisas que não voltam, entre elas está a palavra mal proferida que também causa um rastro de estragos. Equívocos tanto na medicina quanto no jornalismo costumam ter uma repercussão muito intensa junto à opinião pública. Exemplo? Caso Paula na Suíça para o jornalismo, caso da mulher de 31 anos que teve o lado errado do cérebro operado e acabou falecendo, para medicina.

Já que estou falando de erros, vamos além. O médico diagnostica o paciente, enquanto o bom jornalista analisa as doenças sociais e delas levanta pautas. O médico opera o paciente, enquanto o bom jornalismo tem a ambição de operar na sociedade mudanças positivas. Quer ver mais uma? Caligrafia. Médicos e jornalistas se tornaram especialistas em decifrar o que eles mesmos escreveram. Notícia. O médico é portador, não poucas vezes, de más notícias. Nós jornalistas, nem preciso dizer que somos especialistas nelas.

Mortes, nascimentos, batidas de automóveis, jogo de finais de campeonato, passeatas sob sol ou chuva forte, enfim, tudo que, de relevante, acontece na sociedade, de uma certa forma, acaba repercutindo nas redações e nos hospitais. Imaginem, quem mais que jornalistas e médicos trabalhou, quando o avião da TAM saiu da pista de pouso e atingiu um prédio em São Paulo em 2007. Quem mais que jornalistas, médicos, bombeiros, que de uma forma são noticiadores e socorristas, trabalhou, no incidente do Word Trade Center em 2001.

Enfim, em ambas as profissões, detalhes não só podem, como fazem toda a diferença.

Agora, cada um, também, aprende com a profissão do outro. Por exemplo, jornalistas atentos aprendem o rigor cirúrgico dos médicos para elaborar suas pautas. Enquanto médicos assimilam a capacidade crítica dos bons jornalistas para entender melhor seus pacientes em seu contexto social.

Profissões ímpares no manejo da vida. Profissões que requerem a prerrogativa de que seus nobres cavaleiros tenham no sangue a vocação às questões sociais. Claro que muitos se desvirtuam dos ideais jurado no dia da formatura, mas isso é com cada um. Carreiras que podem dar ou não muito dinheiro e poder, mas que não podem ser feitas sem idealismo.

Diego Casagrande, jornalista gaucho, publicou em seu site em julho do ano passado, um artigo sobre a revolução silenciosa que está acontecendo em nosso país. Um movimento discreto da esquerda brasileira, que usa de escolas de ensino fudamental e médio, atingindo a mente de nossas crianças. Mas não só. Esse movimento da extrema esquerda tem transformado a mente de nosso cidadãos, impondo o ideal de que a ordem é contra a democracia e deveres suplantam os direitos.

O motivo para republicar aqui no Covil este artigo, não é um mero impulso de um leitor intimidado pelo texto, mas uma tentativa de expôr ao mundo algo que eu mesmo já presenciei: durante um ano, na faculdade, fui bombardeado com ideais comunistas que idolatravam Chaves e Castro, além de outros regimes que geraram apenas morte e pobreza!

Abaixo está reproduzido na íntegra o artigo Revolução Silenciosa, de Diego Casagrande:

Não espere tanques, fuzis e estado de sítio. Não espere campos de concentração e emissoras de rádio, tevê e as redações ocupadas pelos agentes da supressão das liberdades. Não espere tanques nas ruas. Não espere os oficiais do regime com uniformes verdes e estrelinha vermelha circulando nas cidades. Não espere nada diferente do que estamos vendo há pelo menos duas décadas.

Não espere porque você não vai encontrar, ao menos por enquanto.

A revolução comunista no Brasil já começou e não tem a face historicamente conhecida. Ela é bem diferente. É hoje silenciosa e sorrateira. Sua meta é o subdesenvolvimento. Sua meta é que não possamos decolar. Age na degradação dos princípios e do pensar das pessoas. Corrói a valoração do trabalho honesto, da pesquisa e da ordem. Para seus líderes, sociedade onde é preciso ser ordeiro não é democrática. Para seus pregadores, país onde há mais deveres do que direitos não serve. Tem que ser o contrário para que mais parasitas se nutram do Estado e de suas indenizações. Essa revolução impede as pessoas de sonharem com uma vida econômica melhor, porque quem cresce na vida, quem começa a ter mais, deixa de ser “humano” e passa a ser um capitalista safado e explorador dos outros. Ter é incompatível com o ser.

Esse é o princípio que estamos presenciando. Todos têm de acreditar nesses valores deturpados que só impedem a evolução das pessoas e, por conseqüência, o despertar de um país e de um povo que deveriam estar lá na frente.

Vai ser triste ver o uso político-ideológico que as escolas brasileiras farão das disciplinas de filosofia e sociologia, tornadas obrigatórias no ensino médio a partir do ano que vem. A decisão é do ministério da Educação, onde não são poucos os adoradores do regime cubano mantidos com dinheiro público. Quando a norma entrar em vigor, será uma farra para aqueles que sonham com uma sociedade cada vez menos livre, mais estatizada e onde o moderno é circular com a camiseta de um idiota totalitário como Che Guevara.

A constatação que faço é simples. Hoje, mesmo sem essa malfadada determinação governamental – que é óbvio faz parte da revolução silenciosa – as crianças brasileiras já sofrem um bombardeio ideológico diário. Elas vêm sendo submetidas ao lixo pedagógico do socialismo, do mofo, do atraso, que vê no coletivismo econômico a saída para todos os males. E pouco importa que este modelo não tenha produzido uma única nação onde suas práticas melhoraram a vida da maioria da população. Ao contrário, ele sempre descamba para o genocídio ou a pobreza absoluta para quase todos.

No Brasil, são as escolas os principais agentes do serviço sujo. São elas as donas da lavagem cerebral da revolução silenciosa. Há exceções, é claro, que se perdem na bruma dos simpatizantes vermelhos. Perdi a conta de quantas vezes já denunciei nos espaços que ocupo no rádio, tevê e internet, escolas caras de Porto Alegre recebendo freis betos e mantendo professores que ensinam às cabecinhas em formação que o bandido não é o que invade e destrói a produção, e sim o invadido, um facínora que “tem” e é “dono” de algo, enquanto outros nada têm. Como se houvesse relação de causa e efeito.

Recebi de Bagé, interior do Rio Grande do Sul, o livro “Geografia”, obrigatório na 5ª série do primeiro grau no Colégio Salesiano Nossa Senhora Auxiliadora. Os autores são Antonio Aparecido e Hugo Montenegro. O Auxiliadora é uma escola tradicional na região, que fica em frente à praça central da cidade e onde muita gente boa se esforça para manter os filhos buscando uma educação de qualidade. Através desse livro, as crianças aprendem que propriedades grandes são de “alguns” e que assentamentos e pequenas propriedades familiares “são de todos”. Aprendem que “trabalhar livre, sem patrão” é “benefício de toda a comunidade”. Aprendem que assentamentos são “uma forma de organização mais solidária… do que nas grandes propriedades rurais”. E também aprendem a ler um enorme texto de… adivinhe quem? João Pedro Stédile, o líder do criminoso MST que há pouco tempo sugeriu o assassinato dos produtores rurais brasileiros. O mesmo líder que incentiva a invasão, destruição e o roubo do que aos outros pertence. Ele relata como funciona o movimento e se embriaga em palavras ao descrever que “meninos e meninas, a nova geração de assentados… formam filas na frente da escola, cantam o hino do Movimento dos Sem-Terra e assistem ao hasteamento da bandeira do MST”.

Essa é a revolução silenciosa a que me refiro, que faz um texto lixo dentro de um livro lixo parar na mesa de crianças, cujas consciências em formação deveriam ser respeitadas. Nada mais totalitário. Nada mais antidemocrático. Serviria direitinho em uma escola de inspiração nazi-fascista.

Tristes são as conseqüências. Um grupo de pais está indignado com a escola, mas não consegue se organizar minimamente para protestar e tirar essa porcaria travestida de livro didático do currículo do colégio. Alguns até reclamam, mas muitos que se tocaram da podridão travestida de ensino têm vergonha de serem vistos como diferentes. Eles não são minoria, eles não estão errados, mas sentem-se assim. A revolução silenciosa avança e o guarda de quarteirão é o medo do que possam pensar deles.

O antídoto para a revolução silenciosa? Botar a boca no trombone, alertar, denunciar, fazer pensar, incomodar os agentes da Stazi silenciosa. Não há silêncio que resista ao barulho.

Texto publicado originalmente no site DiegoCasagrande.com.br