Dia do Orgulho Nerd

25 05 2009

Nerd PrideSe você gosta… ou melhor, adora cinema, quadrinhos, mangá, animes, literatura, games, RPG, séries de TV, está sempre conectado à internet, ligado em vários fóruns de discussões e listas de e-mails, adora colecionar (qualquer coisa) e vive às voltas com temas nostálgicos, principalmente os relacionados com os anos 1980, então sorria, meu caro, pois você é um nerd e hoje, dia 25 de maio, é o seu dia!

Sim, exatamente isso, 25 de maio é o Dia do Orgulho Nerd e o Covil não poderia deixar passar esse dia em branco, não é?

Para quem não sabe, nerds são aquelas pessoas que realizam intensas atividades intelectuais por puro gosto ou prazer, muitas vezes preferindo estas às atividades mais populares. Geralmente o termo é aplicado às pessoas com inteligência acima da média, ou anti-sociais e introvertidos.

Porém a gíria, que surgiu nos EUA em meados da década de 1950, com a ajuda da internet, hoje ganhou status diferente, se tornando uma tribo urbana.

Diferente das demais tribos, e por mais incrível que isso possa parecer, os nerds são difíceis de serem identificados, pois gostam de estilos variados de músicas e têm, cada qual, seu próprio estilo de se vestir. Em outras palavras: são originais!

Podem gostar de Heavy Metal, rock ou música clássica/erudita, ou mesmo música caipira (como um certo orc que mora aqui perto). Podem gostar dos quadrinhos da Marvel e DC, ou preferir os mangás japoneses. Podem gostar de literatura ou preferir um bom filme. Viajar pelo espaço na ficção científica ou pelos castelos e fortalezas da fantasia medieval. Ou, o que é mais comum, tudo isso ao mesmo tempo.

I Love NerdsSão cultos e, quando se interessam por certo assunto, se afundam nele até desvendá-lo totalmente. E quando já sabem tudo, não tardam a escrever sobre o tema ou mesmo compôr músicas.

Hoje os nerds dominam a internet, a informática, a publicidade, o cinema e o mundo. Exagero dizer isso? Nenhum pouco! Homens como Bill Gates (dono da Microssoft), Sergey Brin e Larry Page (criadores do Google), Peter Jackson (Oscar de Melhor Diretor em 2003) e até Obama (atual presidente dos EUA) são assumidamente nerds.

Quanto ao Dia do Orgulho Nerd, este surgiu em Madri em 2006, comemorando a première do primeiro filme da série Star Wars, lançado em 1977. Em 2007 o evento ganhou força em toda a Espanha. No último ano ele se estendeu à América e hoje chega ao Brasil, mesmo que timidamente.

Portanto, seguidores de Tolkien, Lucas e Roddenberry, uní-vos, pois nós chegamos pra ficar!!!





Perfume de Mulher

21 05 2009

Texto de Lucas Magalhães

Perfume de MulherEm Perfume de Mulher (Scent of a Woman, EUA, 1992), um adolescente pobre do interior dos EUA tem a oportunidade de estudar num colégio de segundo grau importante e de alto nível de ensino. Ele é Charlie Simms interpretado por Chris O’Donnell. Simplicidade e ingenuidade levam Charlie a se juntar com alunos burgueses que aprontam uma cilada para o diretor do colégio.

A disciplina no colégio Baird e sua disfarçada hipocrisia deixam os amigos de Charlie revoltados. Assim, numa terça-feira de manhã, o diretor e o carro novo dele são acertados por uma grande quantidade de tinta que mancha o veículo e o ego do educador que passa por uma situação ridícula diante de muitos alunos.

Charlie, embora não tenha participado do plano, viu, ao sair da biblioteca onde trabalhava na noite anterior, quem armou tudo. Junto a outro aluno, são interrogados e ameaçados se não cooperar. Caso não ajudem a descobrir quem fora o autor do peça, Charlie e seu amigo serão expulsos, o que seria o fim dos planos de Charlie para o futuro.

Uma espécie de tribunal interno do Baird será instaurado na próxima segunda-feira, tempo que o diretor do colégio dá a Charlie para pensar se delata ou não seus colegas. Em troca o diretor oferece uma recomendação para que o aluno estude de graça em Harvad. O circo estava armado. Charlie se vê diante de uma situação em que terá que decidir entre entregar seus companheiros ou abandonar a escola.

No final de semana, Charlie consegue um “bico”. Ele precisa de dinheiro para ver os pais no natal. O serviço é cuidar de um idoso cego. O que parecia simples vai levar Charlie a experiências importantes e à chance de resolver seu problema.

Al Pacino interpreta um oficial reformado do Exército Americano, o Coronel Frank Slade. Frank está cego há cinco anos e deprimido. Tem planos de ir a Nova York e viver um último fim de semana de prazeres e depois se matar. Para ajudá-lo convence Charlie a ir com ele. Atrás de toda a ingenuidade do aluno do Baird está um coração puro que além de guiar o coronel nas suas loucuras, o convence a desistir do suicídio.

Perfume de Mulher2Com um final surpreendente, o filme mostra como um velho, cego e inválido oficial do Exército consegue enxergar a partir de Charlie, a razão para continuar vivendo. Diante do Tribunal do colégio, o Coronel auxilia Charlie a se livrar da expulsão sem delatar seus amigos. O discurso de Slade é fantástico vale a pena conferir os detalhes.

Razões e escolhas são as duas nuances que ajudam a interpretar o cenário da obra. Enquanto o Coronel Slade estava internado em seus próprios problemas ele não conseguia ver sentido para continuar vivo, mas ao encontrar e ajudar Charlie, o velho rabujento redescobre o valor que ele mesmo possui. Charlie é um olhar de esperança e amor em direção ao ex-oficial. Ele consegue ver no arrogante Coronel um fio de bondade e valor.

Entre outras coisas o filme mostra que vencer obstáculos na vida também depende de como somos vistos pelos outros. O Coronel conseguiu se livrar das trevas de sua vida a partir de um raio de esperança lançado pelo jovem estudante sobre sua vida. A moral da história é que se alguém acredita em nós, podemos superar nossos limites pessoais. Assista ao filme, vale a pena.





Mentes Perigosas

21 05 2009

Texto de Lucas Magalhães

Mentes PerigosasA história de Mentes Perigosas (Dangerous Minds, EUA, 1995) se passa num bairro da periferia de uma cidade do EUA, onde a maioria dos alunos são negros ou latinos. Todos nós sabemos, embora Obama seja o atual presidente dos EUA, como o preconceito racial é pesado naquele país. O sistema educacional Americano, “empurra” estas etnias para seus guetos e a discrimina. O estado sonega sua intervenção. Só se vê exploração e descaso da maior nação capitalista do mundo.

Nesta escola, existe uma sala em particular onde os piores dos piores alunos estão concentrados. Cerca de três professoras passaram pela turma sem nenhum sucesso, e, antes que um surto psicótico matasse uma delas, as professoras se demitiam. Salário baixo, trabalho ingrato e ninguém à vista para vaga, fizeram a direção da escola contratar a inexperiente professora Louanne Jonhson, interpretada por Michelle Pfeiffer.

Ela, uma ex-integrante da marinha americana parece ter sua vida reduzida à única coisa que lhe sobrou: lecionar. Louanne está em busca de reconstruir sua história e vai em busca da realização desse projeto. Mas o que ela não sabe é que ele lhe custará mais do espera. Assim, no primeiro dia de aula ela entra na sala e o cenário que vê é deprimente. Ao som de muito funk e rap, os alunos estão em plena desordem dentro do recinto. Ela mal consegue se comunicar e ainda é ameaçada de agressão por um aluno, Emíllio Ramirez.

A professora então parte para uma decisão importante, ela escolhe lecionar a qualquer custo. O caminho foi conquistar os alunos para então aí, com o caminho aberto, ensinar literatura e gramática inglesa. Bob Dylan dá uma forcinha, confiram…

Mas os desafios são grandes. Ela precisa mostrar aos alunos o contrário do que o sistema e sociedade americana ensinam. Que aquela escola e, especialmente, aquela classe, tem valor, ainda que ninguém acredite neles. Atrás de uma solução, Louanne estimula e cativa, mostrando a cada um dos alunos o quanto podem render, mesmo que o mundo diga que não. Ela é persistente e elabora os planos mais incríveis para conquistar sua turma.

Mentes Perigosas2Aos poucos, uma profunda amizade entre professora e alunos se forma, o vínculo é tão forte que Louanne empresta uma quantia em dinheiro a um aluno e dá abrigo a outro. Neste momento, quando ela esconde em sua casa Emílio Ramirez, o mesmo que a ameaçara no início do filme, começa uma das cenas mais interessantes da trama. Ramirez está sendo ameaçado de morte, ele passa uma noite na casa da professora e no dia seguinte, atrás de mais proteção, o aluno procura o diretor da escola; ícone de um estado medíocre e hipócrita, que manda Ramirez ir pra casa só por que não bateu à porta de seu escritório antes de entrar. Ramirez sai, e em seguida, a alguns metros da instituição é morto a tiros por um traficante.

Louanne se desespera e decide abandonar aquela escola. O vazio é grande, e a turma de alunos inteira, lamenta a morte do colega e a partida da professora

A cena a seguir é comovente, além de muito bonita, vale a pena ver. Numa interpretação fantástica, Michelle Pfeiffer (Louanne) se abate, mas os alunos promovem uma série de eventos para convencê-la a ficar. Bem, imaginem o final. Mas assistam ao filme, é tocante.

O poder de escolher, e a descoberta e valorização do ser humano são umas das principais lições desta obra. Fatores capazes de fazer-nos driblar as dores desta vida e vencer. A frieza de um estado injusto e preconceituoso, que só piora a vida de classes menos favorecidas, é claramente afrontada pela persistência e amor da professora Louanne Johnson. Ela é capaz de fazer seus os alunos enxergarem o caminho da vitória, por que vê neles sua própria história no ponto de partida para a reconstrução.





O Rei da Pilantragem

13 05 2009

SimonalWilson Sideral, aquele compositor mineiro? Não, não, é Simonal! Wilson Si-mo-nal!

Pois é, é bem diferente, né? Eu também nunca tinha ouvido falar dele. Pelo menos até ontem. E o que houve ontem? Fui convidado a assistir uma sessão especial de pré-lançamento do filme “Simonal – Ninguém Sabe o Duro que Dei” (Brasil, 2009), um documentário da Globo Filmes, dirigido por Micael Langer, Calvito Leal e o casseta Cláudio Manoel, e que estréia nesta sexta-feira, 15, nos cinemas de todo país.

Mesmo ali, na sala de cinema, antes do filme começar, não esperava muita coisa. Pensei que seria algo razoável e que Simonal seria apenas mais um artista que ficou perdido no tempo. No entanto minha surpresa diante do que vi só não foi maior que o talento do cantor!

Para aqueles que não o conhecem, e, muito provavelmente, qualquer um que tenha nascido após a década de 1970 realmente não o conhece, o Simona, como era chamado por alguns amigos, foi o rei dos palcos nos anos 1960 e 70. Ninguém era páreo para ele. E mesmo a Jovem Guarda, liderada por Roberto Carlos, ou a Tropicalha, de Caetano e Gil, foram suplantadas pela “Pilantragem” de Simonal.

Negro e de origem pobre, o cantor conhecia bem a discriminação da época. No entanto sua voz e seu carisma o tiraram da carreira militar, o levaram para os palcos das casas noturnas do Rio e, no auge do sucesso, para a tela da TV, onde teve seu próprio programa, o Show em Si …monal, na TV Record.

Porém tudo acabou repentinamente. Devido a um incidente com a polícia, um caso que nunca foi esclarecido, Simonal passou a ser acusado de informante do DOPS, o departamento do Governo Militar cujo o objetivo era reprimir quaisquer movimentos contrários ao Regime. Desde então Wilson Simonal passou a ser visto com outros olhos e falar em seu caso virou tabu entre os colegas do meio artístico. Até que foi totalmente esquecido, mesmo após o fim da Ditadura Militar. Ainda tentou voltar em meados da década de 1990, porém a lamentosa falta de memória do povo brasileiro já o havia olvidado completamente e Simonal morreu esquecido em 2000.

E é exatamente toda essa história que o documentário tenta resgatar, reconstruindo a carreira de Simonal desde o início e tentando anistiá-lo da acusação de direitista delator.

Simonal01 copyPara tal o filme conta com depoimentos de seus dois filhos, os músicos Wilson Simoninha e Max de Castro, e de ilustres amigos, como Chico Anysio, Castrinho, Pelé, Tony Tornado, entre outros. Além de pesquisadores e até mesmo inimigos de Simonal. Mas principalmente por imagens do próprio cantor, cedidas por emissoras de TV, as quais contam sozinha a história de Wilson Simonal e toda a grandiosidade de seu talento.

Simonal copyPara quem não esperava nada de um documentário brasileiro, eu saí do cinema emocionado e indignado. Emocionado com a voz incomparável e a capacidade ímpar de reger um coro de 30 mil vozes (ou 40, ou 50…). E indignado ao descobrir como um boato pode ser cruel a ponto de destruir um reinado inteiro.

Muito bem feito, “Ninguém Sabe o Duro que Dei” é um filme que merece ser visto por todo o povo brasileiro, pois contém em si um resgate não só de uma vida injustamente esquecida, mas de uma época em que a repressão calou todo um país, menos a voz de Wilson Simonal, o Rei da Pilantragem!

 

Para quem quiser saber mais sobre o filme, saber as salas de exibição ou mesmo assistir aos trailers, acesse os sites: www.moviemobz.com/simonal ou www.simonal.com





TV é Isso!

12 05 2009

A Faculdade tem tomado quase todo o meu tempo.
No pouco que me sobra eu quero apenas descanso.
É devido a isso que ando tão afastado do Covil e há semanas não o atualizo. Para não mantê-lo às moscas,
achei recentemente uma resenha que escrevi no primeiro semestre da facul,
há mais de 2 anos, para a disciplina de Introdução a Tecnologia Digital,
e resolvi publicá-lo, só para motivo de registro.
A resenha não possui título,
portanto desconsiderem o título deste post.

TV

ObjetivaGuilherme Alves Bravo é Radialista e professor das matérias “Introdução a Tecnologia Digital”, “Computação Gráfica”, “Multimídia” e “Pós-produção de Vídeo” do curso de Rádio e Televisão da Faculdade de Comunicação e Mídia da UMESP.

Em seu artigo publicado no segundo Caderno Didático Metodista de RTV, Bravo detalha o funcionamento e a estrutura de um Controle Mestre de uma emissora de TV, salientando, na elaboração e execução de um projeto, a importância de um bom preparo técnico e teórico. Para tal, Bravo divide seu artigo em quatro importantes pontos.

O primeiro ponto é apresentar ao leitor a função de um Controle Mestre, onde se centralizam todos os sinais de áudio e vídeo de uma emissora vindos das mais diversas fontes. Salienta também que cada emissora tem seu modo para trabalhar e é necessário adaptar seu ambiente de trabalho as suas necessidades, tal como o cálculo dos recursos financeiros e os gastos com equipamentos.

A estrutura de um Controle Mestre é o tema da segunda parte. Aqui é lembrado como funcionavam os antigos Controles, apenas com VTs e uma Botoneira, e seu funcionamento arcaico com a troca manual e constante das fitas, o que Bravo chama de “uma verdadeira edição ‘ao vivo’”. Passa-se daí para as atuais e modernas estruturas, munidas de computadores potentes onde a programação da emissora é organizada em uma playlist.

Na terceira e quarta parte, o autor chama a atenção para detalhes como a rede elétrica, que precisa ser estável e suportar a grande quantidade de equipamentos ligados, assim como estabilizadores de voltagem e no-breaks. Fecha-se assim o artigo, atentando para a prudência, pedindo ao leitor que esteja sempre prevenido para o pior dos problemas, lembrando que estar sempre bem informado e ser humilde são os melhores caminhos para o sucesso.

Mesmo sem apresentar citações de outros autores ou profissionais da área, Bravo apresenta um belo texto, objetivo e claro, pois baseia-se em sua própria experiência no ofício, lembrando de trabalhos feitos entre 2004 e 2005. Usando de diagramas, deixa o texto ainda mais compreensível, ótimos para informar a universitários e atuantes, a importância da técnica e da experiência.