Dinheiro Cai do Céu

28 02 2008

Fim da Linha

Uma tribo de índios em greve, um bebê sequestrado num shopping de São Paulo, um deputado corrúpto que já ganhou 1313 vezes na loteria, um grupo de velhinhos motociclistas, um reporter que há muito não ganha dinheiro com suas matérias, uma mendiga surda-muda, um catador de papel com vários parafusos a menos. Tudo isso e mais um pouco é o que forma o filme Fim da Linha, do diretor Gustavo Steimberg, que entra em cartaz dia 7 de março em São Paulo e no Rio. Uma comédia crítica, com um humor inteligente e tema pra lá de interessante!Ontem foi a pré-estréia de Fim da Linha aqui na faculdade. Quem olha para o cartaz (cujo parte está aí no topo da notícia), pensa que o longa trata de pobreza, favela e coisas do tipo, como já é comum no atual momento do cinema brasileiro. Mas me surpreendi quando o drama virou comédia e arrancou gargalhadas das quase duzentas pessoas presentes.

O deputado Ernesto Alves (Rubens de Falco – morto na semana passada) precisa lavar milhares de reais que está em seu escritório e não tem idéia de como fazê-lo. Seu filho ameaça jogar tudo pela janela e é desafiado pelo pai. Daí em diante, devido a um telefonema anônimo, espalha-se pelos radio-taxis da cidade o boato de que está chovendo dinheiro em algum lugar de São Paulo e toda a confusão dá-se início. Um jornalista desempregado, Artur (Leonardo Medeiros), precisa de uma matéria exclusiva, mas, sem achar a chuva de dinheiro, resolve ele próprio forjar uma. Além destes, diversos personagens conduzem o filme a um paradóxo entre honestidade e corrupção, tentando definir onde começa uma, onde termina a outra.

Alheio a tudo isso está uma tribo de índios que não vai mais fazer a dança da chuva de graça e passa a cobrar por isso. Coincidência ou não, as chuvas cessam e as represas baixam. E vem o apagão! Com isso, um grupo de velhinhos motociclistas são privados de seu único passa-tempo: a TV.

Apesar do roteiro parecer confuso e ter núcleos demais, Fim da Linha é bem organizado, mostrando como é fácil se corromper quando o assunto é dinheiro. A crítica feita ao mundo consumista e capitalista, que são sempre maçantes nesses tipos de discurso, são tão bem trabalhadas, moldadas para serem divertidas, sob atos do cotiadiano elevados à mirabolância, que nem se percebe que estão ali.

O únicos problemas do filme são técnicos: cintilância demais na tela, enquadramentos ruins, péssimas composições de cenários internos e algumas atuações pobres. E uma única cena próxima ao final, quando Artur e o Deputado estão cara a cara, fica no ar, sem finalização, não conduzindo a conclusão alguma. De resto é tudo maravilhoso! Inclusive o título, que só fica claro ao final do filme, quando todo o roteiro se fecha o especador vê qual é realmente o “Fim da Linha”.

Quem quiser saber mais, acesse o site do filme, assistam ao trailer, participem da promoção. Vamos valorizar o cinema nacional (se isso não for apelo demais pro final do deste post).





Feudalismo on-line

21 02 2008

Tribal Wars

Sempre que penso que meu vício em internet está diminuindo, ele piora! Passei as férias inteiras afastado de ineternet, entrando muito pouco no MSN e, recorde dos recordes, ficando quase dois meses sem entrar na Valinor. Claro que o fotolog estava sempre atualizado e, de quebra, construi o Covil – que se tornou meu xodó, – mas, ainda assim, essas duas coisas me pediam muito pouco tempo na frente do PC.

 No entanto, no final das férias, quando imaginei estar livre de tal vício, descobri um jogo on-line que me arrastou de volta para o mundo virtual. E o pior é que o jogo nem é lá tão legal, é apenas… viciante!

 Tribal Wars é um RPG on-line (desculpem-me se não for essa a definição correta, eu não sou muito ligado a jogos) onde temos de construir um vilarejo e desenvolvê-lo ao máximo: fazenda, ferreiro, estábulo, quartel, serralheria, minas e tudo o mais que compõe uma sociedade medieval. É preciso também guarnecer sua vila contra ataques de vilas inimigas (sim, são milhares de jogadores, de vários lugares do mundo) e pra isso é preciso formar exércitos, forjar armas, construis muralhas e, principalmente, se aliar a uma tribo, para que possa ter apoio de outros amigos em casa de um ataque. E o melhor: tudo em português e de graça!

Eu comecei por curiosidade, nunca havia jogado nada on-line antes. Mas me desenvolvi bem e logo estava recebendo convites das mais poderosas tribos. Entrei para a Tribo do Vitória Futebol Clube (sim, é ridículo, eu sei), uma das mais fortes. Vitória é um time português e, como já devem ter imaginado, só haviam portugueses por lá. Hoje estou bem estruturado, com bons exércitos, atacando e saqueando aldeias vizinhas, junto com minha tribo.

Se estiverem afim, entrem no site do jogo. Eu estou no Mundo 3, como Snaga. O cadastro é fácil e jogo é simples, com tutorial, forum e tudo o mais. Eu recomendo! Tanto que até minha namorada já está lá, com uma vilinha própria, tentando me alcançar. Espero ver amigos por lá agora também!