Rei Juan Carlos telefona para Marta: “Por qué no te callas?”
“A ministra do Turismo e futura candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Favre, é uma malcriada. Nesta quarta, envergonhou o Brasil com seu misto de prepotência e ignorância. Ela participa, em Madri, na Espanha, da Feira Internacional de Turismo. Segundo informa Anelise Infante, da BBC Brasil, ao ser questionada sobre os índices de violência (vocês viram os dados divulgados ontem pelo próprio governo), afirmou que “o Brasil, ao menos, não tem terrorismo”.No dia 11 de março de 2004, um atentado da Al Qaeda matou 191 pessoas na capital espanhola e deixou um saldo de 1.830 feridos. Os espanhóis enfrentam ainda as ações do grupo separatista ETA. É a mesma ministra que recomendou aos brasileiros, dada a crise área, o “relaxa e goza”. Como se vê, não foi ato falho, mas arrogância; não foi deslize, mas método. Marta junta duas coisas bem pouco recomendáveis numa só pessoa: o mandonismo da elite caipira, de onde vem, com a delinqüência teórica do petismo, à qual aderiu.Ela achou que era pouco. Resolveu avançar no despropósito. Na entrevista coletiva, disse que a Espanha, depois dos atentados, não era um destino mais seguro do que o Brasil. Fez-se um silêncio constrangedor. Estava inquieta, insaciável: afirmou que, se tivesse medo, não viajaria à Europa — “Aqui tem terrorismo, cataclismos”. Com a frivolidade característica, assegurou que Banânia não “é um país mais violento do que os outros”. E completou: “O que acontece no Brasil, principalmente no Rio de Janeiro, vira imediatamente manchete e uma tragédia.”
Frívola, mal-informada e ridícula. Sabem qual é a taxa de homicídios por 100 mil habitantes na Espanha? 1,2!!! A do Brasil é pelo menos 20 vezes maior; a do Rio, que ela citou, 37 vezes.
Sua disposição para a bobagem parecia compulsiva. Segundo ela, a crise aérea já acabou e “durou apenas quatro meses”. Vamos ver: não acabou. E a fase aguda durou mais de um ano. Estava realmente com a macaca. Num rasgo de exaltação de nossas belezas naturais, mandou ver: “Os europeus podem criar muitos monumentos, mas lugares de beleza natural como Foz do Iguaçu, ninguém pode inventar”. Boa lembrança. Já que ela falou sobre violência, não custa lembrar que Foz lidera o ranking oficial de mortes de jovens no país: 154 por 100 mil. Na Espanha “do terrorismo” e dos cataclismos, é de 0,7 por 100 mil.
Quando falam que Marta é uma das pré-candidatas do PT à Presidência em 2010, não sei se solto rojões ou começo a rezar.
O rei Juan Carlos, segundo apurei, telefonou para Marta Favre. Foi sucinto: “Por qué no te callas?”
Por qué no te callas, Marta?
31 01 2008Comentários : 2 Comentários »
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O Poeta Simples das Coisas Complexas
28 01 2008
Apesar de nunca ter lido um livro do Quintana, tenho aqui no PC inúmeras citações do seu famoso Caderno H e outros vários poemas de sua autoria: o suficiente para me tornar um fã incondicional de sua obra e considerá-lo o maior dos poestas brasileiros, superando muito alguns dos mais famosos e consagrados.
Mário Quintana ganhou o título de “O Poeta das Coisas Simples”, pois, despreocupado com a crítica, fazia poesia porque “sentia necessidade”, segundo suas próprias palavras. No entanto não considero justo esse título. Não há nada de simples nos poemas de Quintana, muito ploe contrário: existe ali um significado profundo por trás de cada palavra, visões do mundo e da vida traduzidas em versos complexos, porém de vocabulário simples; costumo dizer que Quintana tem um poema para cada momento da vida, tamanha é a variedade de seus temas!
Seus “Quintanares”, como ele próprio entitulava seus versos, tinham, na maioria das vezes, um quê de pessimismo, tragédia, ternura, mas tudo tratado com muita ironia e sarcasmo, talvez até um pouco de humor-negro – se essa não for uma espressão muito forte. Alguns bons exemplos do que digo:
Das Oferendas
Eu queria trazer-te uns versos muito lindos…
Trago-te estas mãos vazias
Que vão tomando a forma do teu seio.Dos Milagres
O milagre não é dar vida ao corpo extinto, ou luz ao cego, ou eloquência ao mudo… Nem mudar água pura em vinho tinto. Milagre é acreditrem nisso tudo!Evolução
O que me impressiona, à vista de um macaco, não é que ele tenha sido nosso passado: é este pressentimento de que ele venha a ser nosso futuro.Da Discrição
Não te abras com teu amigo
Que ele um outro amigo tem.
E o amigo do teu amigo
Possui amigos também.
E esses são só alguns exemplos, pequenos poemas e citações feitas de maneira irônica, divertida, sempre tratando de coisas nada otimistas e nem um pouco fáceis de se lidar: vida, morte, amor, fé…
Talvez o melhor modo de se conhecer Quintana seja lendo as citações do seu Caderno H (“Todas as coisas acabam sendo escritas na última hora, na hora H, na hora final”, foi sua explicação para o título do caderno): textos curtos, enxutos, minimalistas, onde o poeta escreve o máximo com mínimo de palavras. Mas, como infelizmente ainda não li o livro todo, o melhor mesmo é ler o que Mário Quintana achava de si próprio neste texto que escreveu para a revista IstoÉ de 14 de novembro de 1984:
“Nasci em Alegrete, em 30 de julho de 1906. Creio que foi a principal coisa que me aconteceu. E agora
pedem-me que fale sobre mim mesmo. Bem! Eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão. Ah!, mas o que querem são detalhes, cruezas, fofocas… Aí vai! Estou com 78 anos, mas sem idade. Idades só há duas: ou se está vivo ou morto. Neste último caso é idade demais, pois foi-nos prometido a Eternidade.
Nasci do rigor do inverno, temperatura: 1 grau; e ainda por cima prematuramente, o que me deixava meio complexado, pois achava que não estava pronto. Até que um dia descobri que alguém tão completo como Winston Churchill nascera prematuro – o mesmo tendo acontecido com Sir Isaac Newton! Excusez du peu… Prefiro citar a opinião dos outros sobre mim. Dizem que sou modesto. Pelo contrário, sou tão orgulhoso que acho que nunca escrevi algo à minha altura. Porque poesia é insatisfação, um anseio de auto-superação. Um poeta satisfeito não satisfaz. Dizem que sou tímido. Nada disso! Sou é caladão, introspectivo. Não sei porque sujeitam os introspectivos a tratamentos. Só por não poderem ser chatos como os outros? Exatamente por execrara chatice, a longuidão, é que eu adoro a síntese. Outro elemento da poesia é a busca da forma (não da fôrma), a dosagem das palavras. Talvez concorra para esse meu cuidado o fato de ter sito prático de farmácia durante cinco anos. Note-se que é o mesmo caso de Carlos Drummond de Andrade, de Alberto de Oliveira, de Érico Veríssimo – que bem sabem (ou souberam) o que é a labuta amorosa com as palavras.”
Para da mais um gostinho, aí vão alguns trechos do Caderno H:
A Coisa
A gente pensa uma coisa, acaba escrevendo outra e o leitor entende uma terceira coisa… e, enquanto se passa tudo isso, a coisa propriamente dita começa a desconfiar que não foi propriamente dita.As Indagações
A resposta certa não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas.Arte Poética
Esquece todos os poemas que fizeste. Que cada poema seja o número um.Das Escolas
Pertencer a uma escola poética é o mesmo que ser condenado à prisão perpétua
Destino Atroz
Um poesta sofre três vezes: primeiro quando ele os sente, depois quando ele os escreve e, por último, quando declamam seus versos.Do Estilo
O estilo é uma dificuldade de expressão.O Assunto
E nunca me perguntes o assunto de um poema: um poema sempre fala de outra coisa.O Trágico Dilema
Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer, é porque um dos dois é burro.Poesia & Lenço
E essa que enxugam as lágrimas em nossos poemas com defluxo em lenços… Oh! tenham paciência, velhinhas… A poesia não é uma coisa idiota: a poesia é uma coisa louca!
Pois bem, minha estante que aguarde. Espero que dentro em breve ela esteja ostentando os livros Quintana (todos, mesmo que sejam aos pouquinhos), afinal, não importa o que dizem, Quintana pra mim é o maior! Seus versos poderiam, sim, ser simples, mas o poder por trás de cada um era imenso!
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Mamãe e seus Filmes
25 01 2008Uma coisa eu aprendi essa semana: jamais deixar minha mãe ir sozinha à locadora para pegar filmes. Por duas vezes ela foi locar filmes essa semana, e por duas vezes eu quase quebrei o DVD depois de assisti-los!
Três Horas e o Mundo não Acabou!
No final de semana ela trouxe um tal de Fim do Mundo. Tão, mas tão bom, que nem fotos do filme eu encontrei pela net pra ilustrar isso daqui!
A história aborda um tema interessante – o aquecimento global e as catástrofes proporcionadas por ele e o pouco caso do governo norte-americano sobre o assunto. Pena que não conseguiram arrancar uma boa história desse tema. Ou melhor, históriaS, já que haviam 7 se desenrolando ao mesmo tempo: a mocinha que trabalha pro Governo; o mocinho que é odiado pelo Governo; o Governo em si; um grupo religioso que se aproveita das catástrofes pra enriquecer; a repórter curiosa; o seqüestro dos filhos dos protagonista; o coronel que passou o filme todo voando sobre os tornados sem fazer nada. Parecia muito mais um seriado de TV espremido em 3 horas (sim, TRÊS horas) do que um filme em si.
Enfim, assistam, vocês vão adorar!
Águas e Nada Mais

E depois, na quarta-feira, chega minha mãe com mais um DVD. Imaginem um filme que não fala nada sobre nada. Imaginaram?! Agora coloque isso no meio do oceano e sem nenhuma trilha sonora pra acompanhar. Pois bem, é exatamente disso que se trata Mar Aberto, longa escrito e dirigido por Chris Kentis que recebeu ótimas críticas (pelo menos onde eu li), mas que pra mim foi um lixo. Trata de um casal que vai mergulhar em alto mar e, por um erro de contagem no retorno do barco, é esquecido no meio do oceano. Daí pra frente é só água, tubarões, água, brigas, água e… água!
Acho que eu aprendi a lição… e minha mãe também! Depois dessa semana, com certeza ela nunca mais vai ter coragem de ir locar filmes sozinha. Até porque eu não vou deixar!
Mudando de assunto…
Só aproveitando o post pra agradecer os singelos elogios do meu amigo Bag, que atualizou o 42 falando sobre blogs e sites interessante. E, pra minha surpresa, o Covil do Orc estava entre os que ele citou!
Foi um certo exagero da parte do Bag, eu sei, até porque o Covil vai demorar um pouco pra engrenar, afinal eu to muito enferrujado na escrita, mas com o tempo vou pegando o jeitinho!
Obrigado pelo apoio moral, Bag! Depois dessa até me senti motivado a me dedicar melhor a isso daqui!
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Tolkien, Eternamente!
21 01 2008
Tanto o título quanto o visual do blog têm temática Tolkieniana e o primeiro post não poderia ser diferente. Conhecendo-me ou não, só de olhar o blog já dá pra saber o quanto sou fã(nático) da obra de Tolkien e falar sobre ele é sempre um prazer para mim! Sem contar que dia 3 de janeiro foi seu aniversário, quando ele completaria 105 anos de idade.
Para quem não o conhece, John Ronald Reuel Tolkien foi soldado na Primeira Grande Guerra, filólogo e professor de Inglês, Anglo-Saxão e Literatura Inglesa na Universidade de Oxford, Inglaterra. Mas o que lhe traria reconhecimento mundial seriam mesmo seus livros, cheios de mitos fantásticos passados em uma terra ficcional, com raças e idiomas próprios, um mundo tão completo e complexo quanto o nosso próprio; lendas escritas no decorrer de toda uma vida: tanto, mas tanto material que, mesmo 35 anos após sua morte, em 1973, muito do que ele escreveu ainda é inédito e aos poucos está sendo publicado por seu filho, Christopher Tolkien.
Eu ouvi falar em Tolkien pela primeira vez em meados de 2001 (atrasado, eu sei, afinal seu primeiro livro, O Hobbit, foi publicado em 1939), quando um diretor de cinema meio maluco (hoje o respeitável senhor Peter Jackson) resolveu produzir, de uma só vez, 3 grandes filmes épicos de proporções cinematrográficas jamais vistas na História! Foi então que me interessei pelo tema e li O Senhor dos Anéis pela primeira vez, poucos meses antes de assistir ao primeiro filme da Trilogia (que só fui ver bem depois do lançamento e em VHS). Foi amor à primeira vista, com toda a certeza! Daquele ano em diante, comprei, li e continuo sempre relendo todos os livros de Tolkien publicados no Brasil: O Silmarillion (que já li duas vezes), Contos Inacabados (apenas uma até agora), O Hobbit (duas também), O Senhor dos Anéis (três vezes) e as Cartas de J. R. R. Tolkien (lidas no início de 2008), além de tudo o mais que é publicado sobre o tema em jornais, revistas e internet.
Na obra como um todo, o que mais me chama a atenção é a criatividade do autor e a organização e
compatibilidade entre um conto e outro. Isso é o principal. Em segundo, o dom que Tolkien tinha para descrever lugares e objetos, pessoas e vestes, paisagens e fatos: eu realmente consigo ver as cenas e as paisagens que ali aparecem! Em terceiro, porém não menos importante ( muitos colocariam em primeiro), o modo como Tolkien colocou os defeitos e as qualidades humanas, comparando-as com uma raça de certa forma perfeita (a dos elfos). Todas as capacidades, desejos e mazelas da humanidade presentes em cada personagem, cada qual de uma maneira diferente, como a história de sucessivas superações de Túrin e sua exaustão final. E, finalmente, como a morte é tratada: a Morte, que sempre foi o maior medo da humanidade, na obra é tratada como uma dádiva divina!
Os personagens ali apresentados têm personalidades riquíssimas e transmitem ao leitor lições excenciais para a vida: Frodo e Sam tinham todos os motivos para desistirem – exaustão, fome, sede, grandes perigos pela frente, um caminho que nem eles próprios conheciam, frio e a certeza de que morreriam, cumprindo ou não a missão. Mas tinham dois únicos motivos para continuarem – a amizade entre eles e o amor pela terra-natal e aqueles que ali viviam: eles sabiam que, apesar do inferno onde estavam, em algum lugar existia uma terra de paz e tranquilidade onde as pessoas ainda poderiam ser felizes. O sentimento de amizade aí presente é só um exemplo. Ainda existem na obra o amor proibido de Beren e Lúthien que, de tão grande, mudou literalmente a História do mundo, enfrentando a vontade de Deus e do Demônio; as desgraças na vida de Turín Turamba, o Senhor do Destino, que enfrentou e resistiu às maldições do próprio Demônio; as ambições de Fëanor que levaram à sua morte e ao exílio de todo o seu povo; a lealdade entre os reinos de Rohan e Gondor e inúmeros outros exemplos, afinal são mais de 20 livros que contam mais de 30 mil anos de História.
Pois é, há sete anos o legado de Tolkien mudou minha vida e meu modo de ver o mundo. Me fez conhecer pessoas do país inteiro e de outros lugares do mundo que dividem comigo o mesmo interesse, carinho e entusiasmo com as obras do Professor. Me fez viajar por um mundo completamente novo, cheio de aventuras, perigos e sacrifícios, histórias que nem sempre tinham finais felizes. Detalhes e pequenas coisas passaram a ter mais valor, o sentimento de amizade recebeu mais atenção, a força para acreditar em mim mesmo cresceu a cada provação passada pelos personagens…
Se hoje pudesse dizer algo ao Professor, seria apenas “muito obrigado!”. É o mínimo que posso dizer para alguém que afirmou sobre sua principal obra: “Está escrito com o sangue da minha vida, espesso ou ralo, e não posso fazer diferente.”
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Tags: Literatura, Tolkien
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Sobre o Autor
21 01 2008
SNAGA
Snaga é o nome de dois orcs, personagens do livro O Senhor dos Anéis, do escritor inglês J. R. R. Tolkien.
Não são personagens de destaque. Podem ser considerados figurantes dentro do livro. Porém a raça dos orcs e todo o “Mal” dentro da obra Tolkieniana sempre me fascinou, por sua riqueza de personalidades e por serem mais parecidos (ou mesmo representarem) com a decadência da sociedade humana, fazendo-nos aprender com seus erros.
O fato de ter adotado especificamente o nome “Snaga” eu já não me recordo. Uso esse pseudônimo na internet há cerca de 8 anos, lgo que descobri e me apaixonei pelo fascinante mundo criado por Tolkien.
JOÃO VICTOR, o cara por trás do orc
Oficialmente, sou jovem nascido em 1986 no interior de Minas Gerais e hoje estudante de Comunicação Social – Rádio e TV e bolsista pesquisador do CNPq, na área de História da Comunicação, em São Paulo.
Extra-oficialmente, sou um fascinado pela boa literatura, principalmente a literatura inglesa e seus temas fantásticos. Também um viciado em cinema, séries de TV, além de gostar bastante de animes, magás e HQs.
E como já devem ter notado, um fã inveterado da obra do Professor Tolkien, que há quase uma década ocupa grande parte da minha vida.
Como podem ver, vivo de fantasia e dou muito mais valor à ficção do que à realidade. Amo criar e viver minhas próprias histórias. Como já disse Sherlock Holmes ao seu fiel escudeiro: “Eu sou mente, Watson. O Restante de mim é um mero apêndice!”
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Snaga é um sonhador, alguém que criou seu próprio mundo e hoje vive boa parte do tempo nele e em função dele. É fanático por cinema, literatura e música de qualidade e, não à toa, faz faculdade de comunicação. Vive para criar e dar vida, afinal "criamos tal como fomos criados".

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